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TRADIÇÕES

O isolamento da Aldeia Fundeira, e das vizinhas, contribuiu para a formação de comunidades muito unidas, onde as pessoas se entreajudam e se estimam como numa grande família.

 

Bons exemplos dessa proximidade, e organização comunitária, são as marcações para:

 

- moerem o milho, nos vários moinhos de água, como o do Povo ou o do Pisão.

- cozerem a broa no forno.

- desfazerem a azeitona no lagar.

- fazerem a aguardente no alambique.

 

Quando alguém adoecia lá estavam os vizinhos sempre prontos a ajudar e a contribuir com as suas "mesinhas".

 

As pessoas mais necessitadas andavam à jorna, a troco de alguns vinténs ou de géneros.

 

Na época da apanha do milho era habitual as pessoas juntarem-se para fazerem as desfolhadas e as debulhas. Aí aproveitavam para contar histórias, tocar, cantar e dançar.

 

Ao fim-de-semana, a juventude pedia o sobrado para fazerem o baile e chamavam a juventude das aldeias vizinhas, através do toque do corno.

 

As Aldeias são famosas pela sua mestria na dança, cantata e tocata. As modas mais conhecidas eram entre muitas o «Vira Mandado», o «Marcadinho», a «Raspadinha» e o «Fado Mandado».

 

Pela Páscoa, o Padre visitava todos os lares, para dar o Menino Jesus a beijar, desejar as boas festas e recolher as oferendas (amêndoas, bolos, dinheiro, etc.).

 

Queimava-se o mastro no S. João e pela Estrada da Lomba, Vinha e Eira, acendiam-se  carreiras de pinhas.

No dia de Todos os Santos, juntavam-se novos e velhos, num magusto regado com muito vinho tinto.

 

No Natal e Ano Novo reuniam-se todos numa fogueira ao ar livre no centro da Aldeia.

No fim do ano, os jovens cantavam as “Janeiras” pela Aldeia.